Teste de Gadjet

Este é mais um experimento de aprendizado de montagem de bloggs

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Banca Final TFG II

BANCA FINAL TFG II 2008-04
Acadêmico:           Letícia Rizzotto
Tema:                     Lar para idosos em Casca

JUSTIFICATIVA / OBSERVAÇÕES :

Embora o trabalho apresente a construção de condicionantes e pressupostos corretos, sob o aspecto intelectual as partes do programa sob ponto de vista arquitetônico são pouco exploradas e desenvolvidas. As interpretações de dados como o desenvolvimento do partido não acompanha as intenções primeiras, revelando já nos aspectos mais gerais em nosso entendimento alguns  equívocos estruturais.
Em uma área com esta dimensão não se encontra justificativas suficientes para que as barras dos dormitórios estejam tão próximas uma das outras. A área tão rica em visuais com vegetação e a visão do dormitório de uma das barras se dá para a circulação da outra. As duas barras, por sua vez avançam em demasia na direção norte do terreno fragmentando-o e criando resíduos no mesmo. O acesso , mais ao sul da barra , agrava mais ainda a situação, na medida em que, além de estar muito próximo, a edificação, liga a recepção à rua, praticamente na esquina e rótula, o que não é adequado.
A proposta paisagística não consegue estabelecer as relações necessárias para articular as diversas partes do programa na medida em que se aproxima das barras.
A linguagem adotada é demais espartana, necessitando de uma maior investigação, principalmente nos seus aspectos compositivos, faltando uma maior postura crítica conceitual em relação a estes temas; o mesmo é percebido na abordagem dos espaços internos.
Relacionamos alguns itens que sugerimos sejam reavaliados enquanto proposta. Será conveniente deixar claro o seu público alvo neste empreendimento, e das características que definem as diretrizes de investimento.
Os argumentos de definição de diretrizes de lançamento da implantação, onde algumas contradições poderão ser levantadas na definição das áreas de uso e a ordenação dos acessos de serviço e social, pois, ambos acessos produzem interferências no bloco dos dormitórios. Na mesma ótica, da implantação, pode se questionar o posicionamento das frentes dos dormitórios para a estrada e o seu posicionamento junto a este limite de lote, com os inconvenientes que a circulação de veículos irá gerar em zonas de descanso e de maior privacidade. A implantação de uma forma geral explora em demasia limites do lote, especialmente na divisa sul/sudoeste, onde se localiza entre outros o refeitório, com vista na sua fachada maior praticamente para a divisa do lote, o mesmo ocorrendo junto a capela, e concentra a edificação em uma área muito pequena, a proposta se torna rígida e com integração discutível com o contexto do lote. Ainda em relação a implantação adotada, as diretrizes que justificam as quebras de ângulo entre os blocos da proposta carecem de uma reflexão mais ampla.
O padrão funcional adotado para a distribuição nas áreas íntimas, formadas pelo conjunto de dormitório/banho, o tipo adotado contraria o padrão em voga, que adota para estes programas o dormitório para o alçado mais aberto (sua varanda coberta exterior), e o banho para o alçado interno mais fechado (corredor interno), gerando com isto mais iluminação e ventilação ao ambiente e permitindo o surgimento de uma interface de acesso mais privada ao conjunto (hall). Neste mesmo ambiente avalie a condição de privacidade da varanda ligada ao dormitório, e reveja a condição de qualificação deste quesito na sua proposta, neste mesmo ambiente avalie e escala adotada na dimensão deste espaço e a sua relação com os pilares propostos em basalto. 
Em relação a composição adotada, os diversos usos distribuídos no programa em três blocos distintos pouco se expressam na relação forma e a sua  função. Existem usos muito distintos que poderiam ser expressos na volumetria, o que ocorre de maneira tímida, com p. ex. a adoção de um mesmo pé direito praticamente por todo o empreendimento.
O projeto poderá ainda ser otimizado com um melhor trabalho de fachadas e a definição de seus materiais de acabamento, bem como a composição dos seus cheios e vazados (fenestração).
O conceito compositivo e funcional se apresenta sintético, racional,  mas poderia se apropriar de elementos lúdicos e de arquitetura mais qualificada com uma reflexão mais profunda. A linguagem adotada é demais espartana, necessitando de uma maior investigação, principalmente nos seus aspectos compositivos, faltando uma maior postura crítica conceitual em relação a estes temas; o mesmo é percebido na abordagem dos espaços internos.


Caxias do Sul, 17.12.08
Arq. José Carlos Marques – 4,50

Arq. Daniel Eduardo Reimann – 5,50



Autor: Magáli Puerari
Título: Hospital Veterinário em Bento Gonçalves-RS

O trabalho da acadêmica Magali aborda um tema relevante e atual, a saúde dos animais.
Analisando o partido arquitetônico, e a estratégia geral de considerar o grão urbano e suas proporções gerando os três volumes nos parece bastante acertado. Assim como o aproveitamento do desnível natural do terreno para localização, dos acessos da Rua General Vitoriano e Rua Horácio Mônaco. Também acertado o agrupamento dos setores do programa nos volumes.
 1- Público/consultórios, 2- infra-estrutura e 3- centro clínico/canis.
Resultando em termos gerais em uma proposta arquitetônica equilibrada.
Porem alguns aspectos do projeto poderiam ser reavaliados tais como:
Os estacionamentos bem dimensionados e bastante funcionais, mas que ocupam em demasia o terreno, transformando o prédio em uma ilha cercada de carros em toda a sua volta (fator de stress para os animais), tirando oportunidade da criação de  outras áreas abertas com usos mais adequados aos animais e ao tema.
Rever a necessidade de duplicar as circulações, tanto horizontais como verticais para resolver questões de compartimentação de determinados setores.
Maior detalhamento nas questões de funcionamento e higienização dos canis, grelhas, caimentos , inclinações etc..
Casa de máquinas, elevador, acesso para manutenção, telhado verde, etc.
Por fim, entendemos que as articulações compositivas entre as volumetrias se mostram bem proporcionadas, assim como a escolha dos elementos compositivos adequados e contemporâneos, devendo, porém, melhor ressaltar as questões ligadas ao caráter do hospital veterinário.


Arq. José Carlos Marques – 8,00

Arq. Daniel Eduardo Reimann – 8,00



Autor: Katia Bortoli
Título: Parque e Habitação de Interesse Social - Veranópolis-RS
Orientador: Arq. Rafael Rosa


Examinador Externo: José Carlos Marques, Arq. Me. Professor titular de Projeto Arquitetônico da FAUPUCRS e FAUUNIRITTER


A necessidade que a arquitetura se atualize dentro de suas especificidades é fundamental para atendermos as crescentes e dinâmicas demandas de vários segmentos de nossa sociedade, nestas a habitação de interesse social se destaca.
A associação deste tema a outros relevantes, como a importância da criação das áreas verdes no tratamento dos espaços urbanos das cidades, propiciando aos habitantes ambientes, lazer e convívio, também é bem vinda.
No que se refere a escolha da área de inserção desta proposta, esta demonstra coerência e adequabilidade. As áreas do parque e principalmente a oeste do conjunto, faz a transição para a zona de moradia e posteriormente à leste retorna às áreas de uso comum densamente arborizadas.  Reafirmando a boa estratégia.
Nas áreas do parque destinadas ao convívio, porem um maior detalhamento seria bem vindo. Assim como a revisão da escolha da ponte como solução para transpor os desníveis naturais do terreno.
Ainda sobre as áreas abertas, também seria bem vindo algumas alternativas de estacionamento para a zona de habitação situada mais ao norte da área, bem como o reforço dos espécimes vegetais caducas localizadas nos canteiros entre as habitações grande parte voltadas para oeste com o intuito das mesmas servirem como anteparos solar no verão.
Ao analisar as unidades de habitação identificamos sua flexibilidade modular e o cuidado das soluções técnico-construtivas adotadas e necessárias a este tipo de empreendimento.
Entretanto, em meio de tantas qualidades, a questão compositiva poderia avançar, a exemplo do condomínio residencial em Cotia - SP do Arquiteto Joan Villá, que com o sistema construtivo de painéis modulados em tijolos furados armados e um pouco de cor, concilia e interpreta, não somente a boa arquitetura, como a cultura e hábitos da comunidade ou do lugar, os famosos “churrasco de laje”.
Neste sentido entendo que o refinamento do projeto poderia também se estender aos ambientes externos das unidades, valendo-se do material e a criatividade para que também nesta escala do trabalho dar uma resposta a esta comunidade.


Arq. José Carlos Marques – 8,00

Arq. Daniel Eduardo Reimann – 8,00









                                                                                                                                                                                           

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